Produtos p'ra lá de espectaculares III

Produtos p'ra lá de espectaculares III



Aqui há cerca de cinco meses, numa passagem pela Perfumes&Companhia, duas coisas chamaram-me à atenção na montra: o anúncio dos 20% + um cartaz da marca Einsenberg, com um produto peculiar que se me colou na retina. Claro que esta combinação só podia desaguar numa compra, que se deu uns minutos depois. O produto em questão é o Soin Bi-Phasé Ultra-Hydratant, uma bruma adequada a rosto, cabelo e corpo, sendo que, pelo preço que paguei por ele, restrinjo a sua aplicação à primeira zona enunciada. Tal como o nome indica, é um produto bifásico, que necessita de uma “agitadela” previamente a ser aplicado e, o resultado, é uma pele viçosa e hidratada. Quando aplicar? Ao início, andava de tal forma maluca com ele, que aplicava a toda a hora e mesmo por cima da maquilhagem. Mas entretanto, refreei a coisa (já que quero que dure) e borrifo logo após a limpeza do rosto. E meninas, este produto é coisa da boa!

Falemos agora do aclamado "melhor top coat do mundo"- Seche Vitte. Designação que eu concordo, pois seca super rápido e confere o brilho de um verniz de gel. Tem, no entanto, dois inconvenientes: tal como seca rápido na unha, dentro do frasco também seca. A solução? Acrescentar diluente, de preferência da mesma marca e, conseguir assim, usá-lo até ao fim. O outro senão, é que este top coat tem a tendência de "comer" o verniz sobre o qual é aplicado (dependendo da marca), e o que acontece é ficarem com os limites da cor contraídos...nem sempre acontece, mas não fica muito bonito, é um facto.



Passemos agora a coisas mais coloridas: batons e sombras. Os primeiros que aqui vêem, são dois espécimes lindos da Lime Crime da linha Velvetines - Red Velvet e Suedeberry. Cores intensas, bons acabamentos e embalagens de sonho, que de resto, a par com a pigmentação dos produtos da marca, é o que tenho a assinalar de mais especial.

No post passado apresentei as sombras cremosas da Mac e tenho reparado que o meu amor por este tipo de produtos tem vindo a crescer, bem como a minha colecção: adoro a duração, a facilidade de aplicação e o resultado impecável. Os Paints Post já moram nos meus favoritos, mas há sempre espaço par mais e, como tal, tiveram de abrir alas e deixar entrar lá esta Shimmering Cream Eye Color na cor 709 Sable da Shiseido (primeira de muitas, espero). E ando rendida! Esta sombra é qualquer coisa...desde a cor, à aplicação, ao resultado acetinado e elegante. Ainda tenho dois exemplares das antigas, mas esta superam-nas a milhas de distância em termos de qualidade. Ainda assim, não dispensam o uso de um primer, para maior durabilidade.

Comparativamente à Chanel ou Dior, cujos lançamentos são sempre acompanhados de fogos de artifícios e grande aparato, a Shiseido é, por outro lado, uma marca low profile, serena e elegante. Isto na minha humilde opinião, obviamente. Ainda assim, admito que nos últimos dois ou três anos, passou um pouco ao lado da minha atenção. O que mudou então? Ver os vídeos que a marca disponibiliza aqui pelas mãos abençoadas do Dick Page. E, se é verdade que “olhos que não vêem, coração que não sente”, assim que os meus olhos caírem nestes produtos, o meu coração começou de repente a querê-los a todos, e muito! Acontece que a marca por estas bandas é cara e, por isso, a minha wish list vai decrescendo e o meu mini espólio aumenta, à medida que  as perfumarias nos brindam com os seus milagrosos 20%

Depois, avancemos para os lápis da Maybelline - Masterdrama. Sem querer jurar, penso que li em algum sítio a Top Maquilhadora Cristiana Gomes a recomendar estes lápis e, claro, se alguém como ela recomenda, nós, comuns mortais, só podemos acreditar! E ainda bem que assim foi, pois de facto, estes lápis são do melhor que há: macios, cores pigmentadas, longa duração e óptimos para esfumar. As cores que vêem em baixo são elas a Midnight Master,  Black Spark, Coal Comander, Vibrant Violet e Bold Brown.


Por último, o ck one brow pencil+gel duo, comprei numa visita ao corner da marca no El Corte Inglés, aqui lembram-se? Pois bem, adoro este produto pela praticidade do mesmo e qualidade. Tenho sobrancelhas grossas e indomáveis, com algumas falhas e por isso, com este produto, consigo remediar tudo: preencho as falhas com o lápis aplicado de forma leve e depois, fixo-o com o gel. Devo dizer que o gel não é muito forte e não aguenta todo o dia, mas de qualquer forma, faz o que tem a fazer e dá alguma disciplina às ditas.


Hero&Creatives

Hero&Creatives




Como prometido aqui, hoje venho falar-vos de um projeto dedicado à fotografia e ao city guiding.

Conheci a Iris num Supper Club, uns dias antes de partir na minha aventura (serendipity, é o que é), Barcelona- Budapeste-Amesterdão. Contei-lhe sobre os meus planos e ela contou-me os dela, com o Hero&Creatives.

Este site oferece um serviço semelhante ao airbnb, mas em vez de arrendarem uma casa por uns dias, "arrendam" um fotógrafo por umas horas, dentro do vosso budget, e um insider da cidade para a qual vão viajar.

Acabam-se as selfies mal amanhadas com o telemóvel (guilty), acabam-se as fotografias turísticas e/ou pirosas, ou com péssima luz, ângulo (guilty again) e conhecem a cidade sob a orientação personalizada do fotógrafo. Vivem enquanto estão a ser fotografados e ficam com fotografias de qualidade, para a posteridade.

Não sei o que vos parece desse lado, mas a mim pareceu-me uma ideia muito simpática e apelativa.

A Iris Rangil, que é a cara por trás desta ideia, é espanhola, mas vive no Porto há ano e meio e convidou-me a ser a cobaia deste serviço. Primeiro em Budapeste, depois em Amesterdão. Este último, contudo, não foi possível, pois a fotógrafa de serviço foi de férias na mesma altura.

Combinamos tudo e, na data e hora marcadas, lá estava o Adam à minha espera. Passamos cerca de 3h juntos e fiquei com imensa pena de não ter tido um fotógrafo "à minha disposição", em todas as cidades!


Contudo, nem só de viajantes vive este projeto! Se és fotógrafo e te sentes capaz de fotografar e mostrar a cidade onde vives, podes juntar-te a este projeto aqui.

Por agora, deixo-vos o resultado da minha passagem por Budapeste, sob a lente e companhia mais que simpática do Adam Jenei.










Para mais informações podem também seguir o blog do Hero&Creatives.

Maquilhagem em tons de verde

Maquilhagem em tons de verde


A minha modelo para esta maquilhagem é a Ana, a mulher dos 7 ofícios e dona de uma das belezas naturais mais bonitas que já vi. No dia-a-dia, não costuma usar muita maquilhagem (apesar de não prescindir da máscara de pestanas) e quis, por isso, fazer algo diferente que a tirasse da zona de conforto. Apesar de ter gostado muito do resultado, a Ana ficou um pouco chocada por se ver com tanta maquilhagem! Eu achei que ficou linda!

Comecei por tratar da pele com o Crème Sorbet Hydratant da Caudalie (já falado aqui, e oferecido pela Skin) e, enquanto a pele o absorvia, comecei por aplicar a Eyeshadow Primer Potion da Urban Decay. Em seguida, veio a sombra em creme da Stilla -Smudge Pots- na cor Jade e por cima, apliquei a sombra em pó da Bobbi Brown na cor Bash e usei uma mistura de cores daquele quinteto da Cargo, na cor Egypt, para esfumar. Passei o lápis da Kiko na cor 02 na linha de água e, tenho de fazer um parênteses para constatar que estou deveras surpreendida pela qualidade destes lápis: deslizam bem, cor intensa e fácil de esfumar. E preço amigo, claro está.

Mas voltando à narrativa, defini as pestanas inferiores com a cor dourada do Powder Pencil da Revlon e os toques finais foram dados no canto interno do olho com o pigmento da Illamasqua na cor Chasm. Para além disso, pressionei um toque da sombra dourada Illusion D'Ombre da Chanel, na cor Vision, na pálpebra superior e mais concentrada na zona interna.







Na pele, as sardas foram deixadas ao natural (claro!) e para isso usei a face&body da Mac e, na olheira, reparei que não fotografei o corrector nem me lembro qual usei. Desculpem este lapso! Tenho sempre que me esquecer de qualquer coisa! Ora bem, voltando à pele, recorri ao blush cremoso na cor Rose da Bobbi Brown para fazer corar as bochechas e apliquei o iluminador da Jouer nas zonas habituais: maçãs do rosto, nariz e lábio.

Foi tudo selado com uma névoa de pó solto da Laura Mercier e os últimos toques foram dados nas sobrancelhas (que não se vêem) com a caneta da Suqqu, e nas pestanas, com a máscara 3 in 1 da Rimmel. O lábios ficaram por conta do Cream Puff da Collection 2000 na cor Angel Delight .






Aproveito para anunciar que procuro meninas (de todas as idades) que queiram ser minhas modelos para o antes&depois. Se estiverem interessadas, enviem mail para info@prettyexquisite.com.

Coisas que me têm passado pela cabeça

Coisas que me têm passado pela cabeça




Aqui há uns meses, recebemos este duo Souffle d'Or, composto pelo champô + condicionador da linha Mythic Oil, da L'Oréal (oferta da marca), que se vieram juntar ao já existente e quase terminado, óleo da gama. 

Para além de achar as embalagens lindas, o nome divino e o conteúdo hipnotizante, já que tem montes de partículas douradas a flutuar no produto, fiquei contente com o vislumbre da possibilidade de usar a linha completa e ver como se portavam estes meninos em conjunto.

O Sparkling Shampoo possui óleo de argão e de açafrão na sua composição, é leve, de textura gelificada e adequado a todos os tipos de cabelo. Já o Sparkling Conditioner, segue a mesma linha de ingredientes e textura, e promete brilho e nutrição.

Ora bem, o champô, no meu cabelo fino, alisado e com coloração,  cumpriu a sua função de limpeza. No entanto, senti o cabelo bastante erriçado após eliminar o produto com água. Até aqui, nada de novo nem dramático, já que muito poucos champôs (pelo menos a mim) conseguem limpar e deixar o cabelo imediatamente macio. Essa tarefa recai sempre na máscara e/ou condicionador e, por isso, aguardo sempre com paciência e expectativa essa etapa.

E foi aqui, que o condicionador me deixou ficar mal. Apesar da textura interessante, não foi capaz de desembaraçar um fio sequer do meu cabelo, mesmo com a quantidade industrial que empreguei do mesmo. O cabelo simplesmente não cedia e, tive de recorrer a um dos meus condicionadores habituais para resolver a trapalhada que para ali ficou. Por isso, mesmo com a consciência de que sou proprietária de um cabelo difícil, tenho de admitir que este produto não superou o desafio.

Produtos eliminados e óleo aplicado (já amplamente apresentado aqui e aqui), foi deixar o cabelo secar ao natural, as usual, para verificar o seu estado. O que mais gostei? Da leveza! E onde notei mais isso, foi na raiz, já que os produtos fazem juz ao nome e parecia que um "sopro" os tinha levantado e dado volume. Como costumo usar champôs mais pesados e para cabelos secos, notei muita diferença a esse nível.

Para concluir, apesar de a dupla indicar "todos os tipos de cabelo", sinto que  não se adequam a um cabelo do género do meu, simplesmente porque não iriam dar a nutrição e tratamento que ele necessita. Quiçá para um cabelo normal e fino, a coisa funcione melhor!

4 days of solitude- Budapeste

4 days of solitude- Budapeste


Fotografia de Adam Jenei para Hero&Creatives

Ora... tínhamos ficado na minha ida para o aeroporto (aqui), certo? 

Tenho a dizer que à segunda viagem de avião, constatei que já não tenho medo do levantar e aterrar. E isto prende-se com o facto de nem dar por ela, pois passei as viagens inteiras a dormir profundamente. Mal me sentava no dito cujo, esperava que os lugares ao pé do meu se ocupassem e... PIMBAS!

Chegada ao aeroporto de Budapeste, não me deixaram sair imediatamente para o exterior. Guess what? Ameaça de bomba!!! Depois do choque inicial, de levantar dinheiro (1000 huf são muito poucos euros, confusão!) e de me conduzirem à paragem de autocarros, um senhor muito simpático explicou-me todo o processo da coisa e ajudou-me com as malas. Sim, a mochila de campismo, pela qual os espertinhos da Ryanair já me queriam cobrar quilos a mais (ainda não é desta, malta!) e o trolley cor-de-rosa às bolinhas brancas.

Budapeste fez-me lembrar muito o Porto à chegada, em Nyugati Station: antiga, com frio e sol (o meu tipo de Inverno), pessoas muito simpáticas de inglês enferrujado e as pontes.

Fiz o check-in aqui, com uma Cristina muito simpática que infelizmente não voltei a ver, pois ao contrário da Raquel de Barcelona, não habitava no mesmo apartamento e qual não é o meu espanto, quando sou presenteada, mais uma vez, com o maior quarto da casa.


Pousei as malas, que é como quem diz, espalhei as minhas coisas pelas camas todas e móveis, e saí à procura de um restaurante onde pudesse petiscar, fui ao supermercado e de seguida descansar, para começar a jornada pela manhã do dia seguinte. Sentia-me cansada e a chocar alguma coisa...(Obrigada Sara pela ajuda com os fármacos certos!)


Day 1

Já o havia percebido no dia anterior, mas a verdade é que estava numa localização incrível. A GuestHouse ficava numa perpendicular à House of Terror, ou seja, perpendicular também à Andrássy Út, que é "apenas" a rua mais chique de Budapeste.

Subi a rua em direcção à House of Terror. Fechada! Continuei pela rua acima em direcção à Heroes Square. Passei no Museu das Belas Artes, onde estava uma exposição de Egon Schiele. Também fechado! "Hum? Mas está tudo fechado à Segunda-Feira?" Sim, foi a informação que fui obtendo. "Ai é? Então vou passar o dia a comer!"

Rseolvi ir espreitar o City Park, onde passei grande parte da manhã, principalmente na zona do Castelo Vajdahunyad que achei lindo.

À volta, passei pelo Art Hall e voltei a entrar na Andrássy, em sentido descendente.





Olá bolos do Művész Cafe & Bistro!!! Aqui, senti que estava de volta a Paris. Uma boulangerie über majestosa e elegante, em que os bolos mais decorados, custavam tuta e meia. Aliás, tudo custa tuta e meia em Budapeste! Sentei-me cá fora na esplanada, a aproveitar o frio soalheiro, qual Carrie Bradshaw que ora dava uma trinca no bolo e bebericava o chá, ora fumava um cigarro.


Continuei rua abaixo, passando pela Ópera, Basílica de Santo Estevão, ambos edíficios muito bonitos e fui-me enfiar literalmente na toca do lobo. A Király Út (paralela à Andrássy) e todas as suas perpendiculares e paralelas, são os locais certos para se estar, quando se gosta de coisas em segunda-mão. 




De Doc Martens novas nos pés, fui sentar-me no jardim do, também fechado, Museu Nacional. Tinha que fazer horas para ir encontrar-me com o Adam.

Às 16h em ponto conheci o Adam, no California Coffee Company, uma espécie de Starbucks, em que o café faz algum efeito (não como o nosso, though). O Adam pertence ao Hero&Creatives, mas sobre isto falarei noutro post.

Basicamente, passamos o resto da tarde juntos. Ele a mostrar-me a cidade e a fotografar-me em simultâneo, com muita risota à mistura, pois o Porto não lhe era nada desconhecido. O Adam estudou aqui, em Erasmus e por isso, foi como passar a tarde com um amigo da "terrinha".

Fomos ao Vásárcsarnok, Central Market, à Liberty e à Chain Bridge e depois, já no lado de Buda, subimos os milhares de degraus até ao topo do Buda Castle onde, mais uma vez, me pareceu que estava no Porto. A vista é incrível e vale bem a pena o esforço.

Passamos pelo Fisherman´s Bastion em sentido descendente, para voltarmos ao lado de Peste e terminamos a tarde a beber a bela da cerveja de Toranja, num dos Ruin Pubs mais conhecidos, o Szimpla.

O conceito de Ruin Pub é deveras interessante. Prédios abandonados, atafulhados de toda a espécie de bonecada e objetos inesperados, como carros, banheiras, enfim! É como cair na toca do coelho da Alice.

Dissemos um até já e eu fui à Guesthouse refrescar-me, jantar ao pé da mesma, num restaurante simpático em que já me sentia em casa, à excepção da paprika que esta malta insiste em pôr em todo o lado, e às 21h30 voltei a encontrar-me com o Adam para ir sair com os amigos dele.

Adorei este novo conceito do "sair cedo" já que se aproveita tudo na mesma, deitas-te relativamente cedo e o dia a seguir não fica arruinado!

Fomos ter a uma casa muito semelhante à onde eu estava alojada e foi curioso constatar que as casas e a estrutura dos edíficios de residência são bastante semelhantes, quase como pequenas ilhas, com um pátio comum lá em baixo.

E foi aqui que descobri o Beer Pong. Sim, já sei que se fala muito nos filmes e séries americanas, mas para mim foi uma novidade, recebida com bastante agrado. Não joguei, porque não tenho pontaria absolutamente nenhuma, mas fiz parte da animação da sala.

Como continuava com a sensação de constipação iminente, recolhi-me ao meu apartamento e encharquei-me de benuron e vitamina C.







Day 2

Sim! Acordei doente, como previsto. Com dores em todo o lado e com sensação de sono constante (hey, tomar dois benurons de 1000, e o facto do café não ser assim tão forte, não ajuda) decidi ir fazer o roteiro que me havia sido interdito na véspera.

Confesso que já tinha dado conta que a cidade e os pontos de (meu) interesse já tinham sido cobertos logo no primeiro dia, com o Adam. Ou seja, agora era passá-los a pente fino, com calma e no meu tempo, que é como quem diz, muitas paragens para comer, escrever e descansar.

Não voltei ao lado de Buda, pois achei que daquele lado já tinha ficado visto, mas passei pelas mesmas ruas que no dia anterior, nomeadamente a Váci út, que é a zona/rua mais turística da cidade. Foi então que, com desagradável surpresa, percebi que os postais são todos feios. Como é possível? Uma cidade tão bonita, ser tão mal representada?

Anyway, na Szamos, comi mais bolos e, enquanto escrevia na minha Sebenta, a funcionária veio-me questionar a respeito da mesma. "What is a Sebenta?" "Are you writing a diary?" 

As pessoas com quem ia falando iam me perguntando as coisas mais engraçadas e repetidas, desde mostrarem surpresa por eu ser portuguesa, ou do meu inglês , ou pela minha cor de pele e cabelo. Acho que só faltou mesmo perguntarem-me pelo bigode, tal é a imagem que muitos estrangeiros têm do nosso Portugalindo.

Na zona do Museu/Sinagoga Judaica, encontrei "a minha gente". Entre a Ludovika Vintage, que tem as donas mais amorosas e uma decoração circense, mais dois cães igualmente doces, e a Szputnyik também de segunda-mão e vintage, decidi que já não conseguia explorar mais a cidade nesse dia. A constipação teimava em não abrandar e decidi controlar os danos e recolhi-me cedíssimo, onde após ter revisto o The Darjeeling Limited, adormeci.







P.s- Houston, Diana has a sunnies problem! Os óculos de sol são os meus postais de recordação, que a maior parte das pessoas toma como garantido nas viagens.

Day 3

Ao terceiro dia útil, acordei mais tarde do que o habitual, mas já me sentia francamente melhor. "Vou finalmente comer com o devido paladar apurado!".

Dirigi-me ao Menza, por sugestão da mana. E aqui, meus amigos, descobri a maravilhosa salada de queijo caramelizado, que acompanhei com um chá quente de maçã e canela e rematei com strudel de cereja e gelado de sementes de papoila, para surpresa do funcionário. Porque é que as minhas experiências gastronómicas causam tanta risota e surpresa? Acho que nunca saberei!


O dia foi bastante calminho, pois já havia explorado as ruas todas de fio a pavio. Apercebi-me que não era necessário ter marcado viagem para tantos dias em Budapeste, mas não fazia ideia da dimensão da cidade. Isto, a par com o facto de não me querer ir enfiar nos banhos, fez com que andasse a perder-me pelas ruelas todas que me iam aparecendo.

Revisitei tudo mais uma vez e terminei o dia com a despedida do Adam, que me levou a outro Ruin Pub, o Instant, ainda mais surreal que o primeiro. De seguida fomos à ponte Margit, que tem vista sobre ambos os lados, Buda e Pest, e sobre a "pequena" ilha com o mesmo nome.

No dia seguinte, fiz as malas e dirigi-me ao aeroporto para rumar ao meu último destino, Amesterdão.









Budapeste, apesar de ter os 3 Bs- bom, bonito e barato- até à data, estava a ser a cidade que ocuparia o último lugar de destaque nesta aventura e, creio que no próximo post, vão perceber porquê.

Os medos da solidão, já há muito que tinham desaparecido e a vontade de fazer isto sozinha mais vezes, começava a aumentar!

Se quiserem ver mais fotografias manhosas "à la Diana", espreitem aqui: @dianavinhaprettyexquisite

Stay tuned!!!


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