Cabelos ao Sol

Cabelos ao Sol



O medo de apanhar sol a mais, sempre me acompanhou. Quando era mais nova, apanhava sol, e muito (apesar de usar sempre protector). Mas à medida que a idade aumenta, os cuidados também e hoje, admito, que fujo do sol a sete pés. Esplanadas, só sob um guarda- sol, escolho sempre o passeio que oferecer melhor hipóteses de sombra e, na piscina, não dispenso o abrigo de uma palmeira amiga. Mesmo assim, consigo (infelizmente) ficar com um “ar de sol” e ainda que seja apenas isso mesmo, muno-me de protectores em todas as frentes: cabelo, rosto e corpo. Uma vez que o intuito deste post, é falar de cabelos, é a esse campo que me vou cingir.

O meu cabelo é comprido, fino, tem coloração e alisamento e é muito, muito seco. Para perceberem o nível da coisa, eu lavo o cabelo apenas uma vez por semana e, muitas vezes, nem precisava de lavar se o critério de lavagem se devesse apenas à quantidade de sebo que se acumula. Porque é quase nulo.

Por isso, durante o ano, dou preferência a produtos sempre para esse fim, numa tentativa, nem sempre conseguida, de lhe dar disciplina. No verão e como já expliquei, a minha exposição ao sol é sempre fugidia mas nem por isso inexistente (adoro piscina!), daí a rotina capilar se alterar ligeiramente.

Continuo a usar os mesmos champôs de sempre, máscaras e condicionador, mas substituo o óleo que costumo colocar de dia ou o creme da Phyto, por um destes protectores capilares. Mando uns borrifos para o cabelo, e insisto nas pontas. Depois, se for à piscina ou apanhar uma dose "anormal" de sol, aí já uso a linha adequada de lavagem e tratamento do cabelo. Os que tenho andado a usar, alternam entre estas duas linhas da Kérastase e da L'Oréal Profissonal

Começando pelos da Kérastase (uma das marcas favoritas de todo o sempre), o Micro-Voile Protecteur promete protecção e brilho mas não é à prova de água e, por isso, recomenda-se que, após um mergulho ou dois, se reaplique o produto. Eu tenho mão pesada e aplico sempre muito (tal é o medo de ficar com palha na cabeça) daí que sinta que o cabelo, além de oleoso, fica  craquelado...mea culpa, eu sei. 

Já o champô-Bain-Aprés Soleil- uso preferencialmente após o uso desmesurado do spray, pois considero que como são da mesma família, o elimina melhor e ainda compensa o efeito de ressecamento causado pelo sol, cloro e água do mar.

Já o combo da L’Oréal Profissional, tenho a vantagem de ter também a máscara e, por isso, em termos de tratamento, é mais completo. O spray tem o mesmo modus operandi do outro, e prefiro-o em termos de aroma (alperce) e toque no cabelo. O champô tem o mesmo objectivo, mas afirma ser enriquecido com um filtro UV  para fotoprotecção da fibra capilar face ao sol. Despois de retirar o excesso de água, aplico o bálsamo renovador e para um efeito mais intenso, envolvo o cabelo numa película osmótica (vulgo papel aderente) e deixo aturar uma ou duas horas, findas as quais, passo o cabelo abundantemente por água. E voilá, cabelo renovado e macio.

Apesar destes produtos serem bons, não dispenso o óleo para disciplinar as pontas do cabelo, e em breve, partilharei os meus favoritos.

Nota: Todos os produtos mencionados neste post, foram enviados pela L'Oréal Portugal, à qual agradecemos.

Duo dinâmico

Duo dinâmico






Hoje em dia, estar na fila de um supermercado, é como estar na fila de uma farmácia. Não em termos de géneros que ambas vendem, obviamente, mas falando das tentações que ambas apresentam. Ele é todo um conjunto de pastilhas elásticas, gomas, chocolates e revistas de culinária (vertente sobremesas) que nos tentam enquanto consumidores e que, até à hora de pagar, se torna muitíssimo difícil não trazer, pelo menos, um destes itens. A minha teoria é que, a farmácia não é muito diferente. Para além de se poder deambular pelo meio das prateleiras, de tocar e pegar nos produtos, também na hora de pagar, lá estão a tentar-nos, os cremes para as mãos "leve dois pague 1", lip balms cuidadosamente colocados em potes (em épocas de frio ou muito calor) águas termais, protectores solares, you name it.

Se para uma gulosa incorrigível como eu, já é difícil resistir às gomas, aos produtos de beleza, muito mais.

Em vésperas do natal passado, estava já eu "encaminhadinha" na fila da farmácia para pagar (e a fazer o esforço sobre-humano de me concentrar apenas, e só apenas, no número de atendimento), quando alcanço o balcão e tenho a infelicidade de deixar cair as vistas, nestes dois meninos da Lierac, em jeito de coffret de Natal, cuidadosamente colocados mesmo ao lado da caixa registadora. Era impossível não olhar. Claro que respondi "é só, obrigada" ao farmacêutico, que percebeu a minha tentação. Não durou. E estava ele a fechar a conta, quando empurrei o dito trambolho para junto da outra pilha de coisas e disse: é mais isto!

Em minha defesa, tenho a dizer, que vieram os dois pelo preço de um (uns euros acima dos 25€) pois nada como ser natal, para as marcas serem “mãos largas”.

Em termos de performance, o Lierac Sensorielle Huile é excelente, cuida muito bem da pele e cheira que é uma maravilha. Já a água hidratante perfumada, que tem igualmente três flores brancas na sua composição (extractos de camélia, de gardénia e de jasmim), é capaz de ser demasiada flor para um produto só, pois o aroma é bastante intenso. E se o objectivo é usar à noite, já que não me vejo a usar esta dupla de dia, é melhor ter cuidado com a dosagem dos borrifos.


Já me perguntaram o que eu achava deste óleo, comparativamente aos óleos Divino da Caudalie e da Nuxe. As diferenças que aponto, estão sobretudo a nível da composição, aroma e ao rácio quantidade/preço. Falando em desempenho, têm bastante em comum: multiusos (rosto, corpo e cabelo), bons para tratar da pele do corpo (que é a minha forma favorita de os usar) e muitíssimo chatos de aspergir, já que sai muito pouco produto de cada vez. Imagino que seja uma "norma de segurança", para evitar que as pessoas (tipo eu) entornem o óleo, já que não é necessária muita quantidade para cobrir uma boa área de pele. 

E sim, apesar de se falar agora muito em óleos e tal, porque é verão e temos grande parte da epiderme a descoberto, vamos lá todas cuidar da pele o ano inteiro, que depois não há milagres!

E agora, vou ali besuntar-me, e já volto!

Bem-vindos à Ach. Brito

Bem-vindos à Ach. Brito



Na passada semana, a convite da Ach. Brito, visitei com a mana, a sua loja de fábrica. A expectativa era mais que muita, já que sou super fã de sabonetes e, poder ver o espólio da marca, num só espaço, seria "só" um sonho tornado realidade. Melhor mesmo, só visitar a fábrica, mas isso, ficará para uma próxima vez.

Ora bem, depois de nos termos perdido algures em Vila do Conde, passado por Caxinas e arredores, chegamos ao destino, e mergulhamos directamente numa outra realidade, bem mais perfumada e colorida.

Começamos por visitar a parte do museu da loja (necessita de marcação prévia) cheio de relíquias de outros tempos e, ficamos absolutamente deslumbradas pela qualidade do design de sabonetes, perfumes, colónias e até batons. Qualidade que a marca preserva até aos dias de hoje, nos produtos que fabrica e nas novas linhas, lançadas recentemente: Dolce Casa, Aldeia Branca e Vivere.

Ao olhar para estas fotografias, fico embevecida por se tratarem de marcas portuguesas com mais de um século de existência, reconhecidas além-fronteiras. Deixo-vos com uma visita virtual, que não dispensa um visita real, pois para experienciarem a magia destes produtos e o aroma, só mesmo in loco!














Na parte de loja propriamente dita, podem encontrar todos os produtos da Ach. Brito, incluindo Confiança, Claus Porto e a gama de Mass Market. Existe ainda uma secção de outlet, a um preço mais simpático que nas lojas e podem, inclusive, encontrar edições limitadas e coffrets.













Loja de Fábrica Ach. Brito

Rua de Castelões Sul, 346
4485-103 Fajozes (Vila do Conde)

Nota: não façam como nós e, por favor, insiram o código postal no GPS. Poupa-vos cerca de 30km mal percorridos. Se ajudar, fica mesmo ao lado do Style Outlet de Vila do Conde.

Boas compras!

Em boas mãos

Em boas mãos



O título deste post não podia ser mais enganador, mas não tive originalidade para outro melhor. É que se de outros produtos de beleza e cosmética, vou encontrando coisas mesmo boas, já para as mãos, infelizmente, não é bem assim. Ora bem, tenho umas extremidades muito secas. Não só mãos, mas pés também, mas vamos deixar estes, para outro post. 

Ter a pele das mãos seca é um mal do qual quase toda a gente padece e, para isso, o que não faltam são produtos que mal ou bem, lá vão tomando conta do recado. No meu caso, a secura é extrema ao ponto de sentir desconforto e pele a repuxar constantemente. De ser completamente intolerante ao sabonete líquido de casas de banho públicas (também não é difícil). De ter que fazer todas e quaisquer lides domésticas sempre, mas sempre munida de luvas de borracha. Enfim, mesmo secas!

Ao longo de todos estes anos sempre busquei, sem sucesso, um creme bom e que evitasse que as minhas mãos parecessem ter mais dez anos que o meu rosto. Ainda não encontrei!

E por isso, no post de hoje, não venho propriamente recomendar nenhum produto (já que nenhum é digno de nota), mas dar resposta ao pedido de uma leitora. E, por outro lado pedir, eu mesma, sugestões e opiniões sobre este assunto que me apoquenta.

Começo então pelo cuidado das cutículas e posso afirmar que, nestas questões da manicure, pelo menos estes produtos são todos bons e cumprem o que prometem: cutículas cuidadas  e bonitas.


O primeiro produto é o Cuticle Eraser da CND, que é um creme micro-esfoliante, rico em alfa-hidróxidos (A.H.A.) que hidrata e abranda o crescimento da cutícula, bem como previne o aparecimento de espigões. Não posso dizer que é fantástico, mas é simpático, já que não sofro cronicamente dos males aos quais se destina.

O produto seguinte (que é aquele micro frasco) é o Solar Oil da mesma marca e é, "apenas", o melhor óleo de cutículas que já usei. Quem faz a manicure connosco, sabe do que falo, já que basta deixar uma camada generosa deste óleo, em todo o berço da unha, massajar bem e deixar o milagre acontecer: cutículas renovadas e seladas, com aspecto bonito e cuidado. Possuí óleo de Jojoba e Vitamina E e não me admira que já tenha ganho prémios, já que é a verdadeira terapia para unhas secas e quebradiças.

O Cuticle Balm da Kiss, é este potinho fofo, com um unguento de aroma suave e bem prático de levar na carteira. Possuí igualmente óleo de Jojoba e Vitamina E, bem como promete ajudar no crescimento da unha. Não é tão bom como o Solar Oil, mas dá para o gasto.

Por último, esta caneta da Cuccio, que está aqui apenas como figurante, pois já terminou. É um produto em stick, bem consistente, de aroma a mel e leite, que se barra na zona envolvente da unha, sendo bastante prático para se levar na carteira e ir retocando ao longo do dia, porque não deixa a pele gordurosa. Infelizmente, não sei onde o posso arranjar, porque comprei-o na Expocosmética do ano passado e nunca mais vi a marca em lado nenhum.

Agora passemos aos cremes de mãos. 


O primeiro que vêem é o Age Control da Bruno Vassari, que é um creme leve, de rápida absorção e com formulação anti-idade, pois conta com filtros UVA e UVB prevenindo assim, o aparecimento de manchas. O meu veredicto? É um creme normal, que não desperta grande entusiamo, nem acho que faça grande coisa pela pele das minhas mãos.

O frasco grande branco, foi a minha última compra na farmácia do El Corte Inglês, dos laboratórios Plantea e diz: Creme de mãos reparador. Admito que fui levada, sobretudo pelo "indicado para peles sensíveis" e foi usado com alguma expectativa. Gostei da textura, apesar de o cheiro ser demasiado intenso e, de manhã, ainda sentia as mãos com a película do produto. No entanto, o entusiamo deu lugar à desilusão, pois já o ando a usar há algumas semanas e a verdade, é que penso que o creme não faz grande coisa em termos de cuidado profundo. Mais um que “tapa o sol com a peneira”.

De seguida, tenho o Anti-Ageing Hand Treatment da Gatineau, que possuí alga vermelha e promete hidratar e tratar de mãos secas. Diz também tratar e rejuvenescer as mãos, pois corrige sinais de idade, tais como manchas. A este nível, não o posso assegurar, pois não as tenho, mas também não noto uma diferença tão notória quanto isso em termos de  hidratação prolongada, que também promete.

Os produtos seguintes já foram vistos aqui e aqui. O óleo da Lovea é, supostamente, para rosto, mas como não gosto dele, remeti-o para o tratamento de mãos, no qual também não se safa, coitado. O outro-Gercuria de Kamel- comprei sobretudo pela lata, que achei linda, mas o patê em questão é fracote: demasiado espesso e gordurento, e na prática, com pouco tratamento.

Por último, a única coisa que se salva deste conjunto, são estas luvas de  algodão, que as calço amiúde e, sempre depois de ter besuntado generosamente as mãos. No verão, não são muito suportáveis mas de facto, ajudam bastante, através do calor, a fazer penetrar o tratamento que foi colocado na pele.

Posto isto, já perceberam o meu grau de desespero nesta área, certo? Há sugestões desse lado? Estou necessitada!

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