Duelo de manteigas

Duelo de manteigas


Se há coisa de que eu gosto e não dispenso, é uma boa manteiga corporal. Aliás, como já se devem ter apercebido (ou não, por isso, reitero esta preferência), sou fanática por cremes de corpo densos e  ricos. O que nos leva ao post de hoje.

Vamos então por partes. Eu já havia usado, aqui há uns anos, uma manteiga da The Body Shop, sendo que na altura, por não ter ficado convencida com a sua eficácia, não tornei a comprar. Mas a verdade é que, de tanto ver blogs elevarem este produto à quinta maravilha para peles secas, a pessoa que não é de ferro com estas coisas da beleza, resolveu dar-lhe uma segunda oportunidade. Aproveitei uma ida à loja para comprar máscara à prova de água e a também “mui” famigerada manteiga desmaquilhante, para trazer uma manteiga de corpo. Quem conhece e gosta da marca, deve entender a minha dificuldade para escolher apenas uma, já que as embalagens apelam de forma irresistível ao tacto, aos olhos e, claro, ao consumo desenfreado. Resolvi escutar o conselho da colaboradora da marca, que ao saber que eu tinha a pele mesmo muito seca, me convenceu a pousar a embalagem salmão que eu tinha na mão (que penso eu ser de pêssego e já estava filada em trazer para casa), e me aconselhou esta de manteiga de karité. O produto é uma pasta compacta de cor esbranquiçada, sólida mas que, depois de aplicada na pele do corpo, desliza (literalmente) como manteiga (que tenta ser).


Agora, depois de ter usado a embalagem toda, não posso dizer que me tenha arrependido de a ter comprado, porque o produto não é mau, cheira bem e, sobretudo, porque serviu para tirar a teima e confirmar que de facto, não é manteiga para mim. A pele fica hidratada e saciada, é facto, mas passadas umas horas, já tenho os joelhos e cotovelos a descamar. E se isto é o melhor que têm para peles "messsmo" secas, meus amigos, vão ter de melhorar (e muito) a formulação desta manteiga. É demasiado Light para mim.


Mas passemos agora à Coconut Butter que, ao contrário da anterior, faz jus ao seu nome e é, de facto, uma manteiga em todos os sentidos da sua textura e acabamento. É uma pasta compacta rosa, de forte odor a coco (quem não suportar o aroma, nem sequer considere este produto), que depois de aplicado, deixa uma camada oleosa sobre a pele. A pele fica muitíssimo reconfortada e untada. Sim, é a palavra certa, porque fica com uma capa difícil de ignorar. Mas resulta que é uma maravilha, na hora de equilibrar zonas de extrema secura como mãos, cotovelos e joelhos. No meu caso, basicamente o corpo todo. Apesar de espessa, com o calor gerado na aplicação, ela passa a óleo, o que favorece a auto-massagem. E não vos posso dizer o quanto gosto desta manteiga, já que é dos poucos produtos que eu sinto darem conta do recado no que toca a normalizar uma pele que está constantemente a roçar o estado descamativo.

Esta manteiga de coco é fruto de um laboratório português e custa cerca de 20€ por 500ml de produto, sendo que há embalagens de 200ml, que custam pouco mais que metade. Compro nos Armazéns Senhorinha, uma loja de venda de produtos semi-profissionais, aqui na zona de norte. Infelizmente, não sei onde mais a podem encontrar, no caso de estarem a considerar este produto. Se alguém souber e quiser partilhar, depois anexo a informação a este texto.

Ainda a propósito deste post, parece-me importante abordar uma questão que se prende com o facto de esta manteiga conter na sua composição Petrolatum e Paraffinum Liquidum. Ingredientes que levantam bastante celeuma, no que toca à sua inclusão em muitos (muitos mesmo) produtos de beleza. Depois de ter falado com a Sara (a minha professora quando o assunto é composição e química dos produtos) e de ter lido alguns artigos sobre o mesmo (aqui ou aqui, por exemplo), a verdade é que não cheguei a nenhuma conclusão. Pelo menos, não melhor do que a que tinha antes. A eficácia e qualidade dos produtos em cosmética, avalia-se pela qualidade dos ingredientes, quantidade dos princípios activos e pela forma como são produzidos. Há quem seja completamente avessa ao uso de produtos que contenham óleo mineral, como por exemplo a supra sumo da cosmética, Caroline Hirrons, já que advoga que existem óleos provenientes de plantas, de qualidade superior (e mais caros, por consequência). E outras correntes existem, que não vêem qualquer mal na inclusão deste ingrediente, que age como barreira oclusiva que sela outros ingredientes no interior da pele. Claro que esta descrição levanta logo questões que se prendem com a obstrução de poros, fomentação de acne, etc., etc.

Eu uso e gosto de produtos que listam na sua composição óleo mineral e, até ao momento e no curto prazo, nunca notei qualquer tipo de efeito indesejado ou nocivo para a minha pele. Admito, no entanto, que haja outros ingredientes de excelência preferíveis e, quem os puder comprar, go for it. Agora, ultrajante, é dispensar muitos euros em produtos, cujo primeiro ingrediente que consta no rótulo, é óleo mineral, já que o mesmo é usado muitas vezes por ser barato. Por isso, vou passar a estar mais atenta onde invisto os meus €€€ e aconselho a que façam o mesmo. Façam a vossa pesquisa e vejam o que melhor se adequa às necessidades da vossa pele e à vossa disponibilidade financeira.


Não vou aprofundar um assunto sobre o qual não tenho conhecimento suficiente para grandes dissertações, mas gostava muito de saber a vossa opinião.

Oh no, not another orange lipstick

Oh no, not another orange lipstick



Quer o destino que eu não avance para outras cores de batons, sem acabar de falar nos laranjas que aqui andam por casa e dos quais, me esqueci de falar no último post. Por vezes, é preciso dar um passo atrás para avançar, e é o que vou fazer sem mais dramatismos (que eu tanto aprecio).


Assim, e sem me deter demasiado no preâmbulo, vamos ao que interessa.



Comecemos pelos laranjinhas desmaiados e pelo Revlon Just Bitten Kissable Balm Stain na cor Charm  035. É o tom mais clarinho que tenho e o mais transparente também, ideal para quem não gosta de cores assumidas. É fácil de aplicar, pela sua fórmula em gel sólido mas, pessoalmente, não sou fã deste produto em particular porque não suporto o sabor/cheiro mentolado que deixa uma sensação estranha (fresca?) nos lábios. Para além disso, não me hidrata suficientemente os lábios para eu poder dizer que é um hidratante com cor, como o posso afirmar dos Chubby Sticks da Clinique, por exemplo. E, muito menos dura horas, como afirma. A cor fica manchada mesmo sendo clarinho,  e não gosto muito como fica nos lábios. Nunca testei outras cores desta linha, e por isso não sei se todas se comportam da mesma forma. Mas, já experimentei as versão destes lápis jumbo, em mate ColorBurst, que me pareceram, francamente, melhores no que toca a uniformidade na aplicação. Já para não falar nas cores maravilhosas.

O batom seguinte, é o Revlon Colorburst Lip Butter Creamsicle 065, um laranja pastel, próximo do anterior mas melhor, se me é permitida a comparação. É um produto mais rico em termos de textura, logo mais pigmentado, mas há que saber aplicá-lo, já que tende a acumular nas linhas dos lábios. Por isso, depois de aplicado, nada como dar umas pancadinhas com o dedo, só para assegurar que o produto “prende” e que resulta numa aplicação mais natural e uniforme. 

Depois, tenho o Mac Sheen Supreme na cor Gotta Dash, que é um laranja com brilho (não brilhantes) cor aberta e de aplicação fácil. É daqueles que se aplica sem espelho, e que deixa conforto nos lábios.


Por último, neste quarteto, temos o Illamasqua Lipstick na cor Obey, que na verdade, talvez não devesse ter sido incluído neste grupo já que, depois de comparado com outros laranjas, não me parece tão laranja, como  quando comparado com outros batons rosa. Eu diria que é um laranja/rosa flamingo, na gama das cores pastel. O que significa que tem bastante branco incorporado e por isso, em termos de cor, não temos a transparência dos anteriores, mas sim uma cor opaca e mate. A Illamasqua não brinca em serviço, no que toca a pigmentos, e aquilo que vêem na embalagem, é o que resulta, depois de aplicado. 



Passemos ao grupo dos verdadeiros laranja, no qual temos o Mac Neon Orange, que é um laranja opaco, já a chegar ao patamar dos vermelhos. Estridente, pertence à gama dos Amplified, o que garante cremosidade suficiente para ser aplicado com facilidade e cobertura total. Uma das minhas cores favoritas, sem dúvida, e uma boa alternativa a quem gosta de acabamento mate (apesar de não o ser) mas com vantagem de não secar e repuxar como acontece muitas vezes com os verdadeiros mate.

O Korres Mango Butter Lipstick Peach 18 é daqueles que anda comigo na carteira, quase sempre, porque traz cor para uma maquilhagem mais neutra ou apagada, mas sem comprometer. É um coral de acabamento translúcido, com alguma cintilação, dada pela presença de micro partículas brilhantes. Mas não, não ficam mal nem brilham demasiado. Estão na medida certa. Aconselharia este produto a quem não tem grande pontaria para aplicar batom e a quem quiser iniciar a sua incursão ao mundo dos batons coloridos, mas não quer nada muito dramático. 


Depois, temos este YSL Rouge Volupté 27 que de todos, talvez seja o que menos mérito tem de estar nesta categoria, porque tal como o da Illamasqua, não me parece ser tão laranja, como quando colocado ao lado de um batom rosa. Por isso, vou guiar-me pela Lisa e defini-lo como um pinky orange mas sem a componente pastel. Aliás, eu diria mais que é quase fluorescente, tal é a potência do pigmento e da cor. A embalagem é luxuosa, pesada e sem dúvida das mais bonitas que tenho com o bónus de ter acoplado na tampa, um micro espelho. Pormenores, bem sei, mas aos quais não consigo passar indiferente.



Passemos ao último agrupamento, e a este Mac Lustre Tangerine Dream que mora aqui em casa há um ano e ainda não foi usado. De cor tangerina, das caseiras (se é que faz sentido esta distinção, mas quem come fruta caseira, saberá do que estou a falar) defini-o como um laranja daqueles bem vivo, com uma pitada de branco e uma dose extra de amarelo, que faz com se seja ligeiramente agudo e bem aberto. O acabamento é luminoso e, não sendo completamente opaco, também está longe de ser apenas brilho com cor, como os primeiros que mostrei lá atrás.

O segundo batom, é do Boticário, Make B na cor Apricot e, como vêem na fotografia, tem brilhos microscópicos, que ficam ilegíveis quando aplicado nos lábios. Gosto muito da cor laranja quente e da textura aveludada com que preenche os lábios. Fiquei com vontade de ir espreitar outras cores desta gama. No entanto, a marca diz que este batom é de longa duração (até 8 horas), coisa que eu rejeito veemente. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra, senhores. Este batom dura (mais do que outros que aqui mostro, é facto), mas não resiste, por exemplo a uma bebida ou uma passagem, ainda que ligeira, com o guardanapo. Por isso, vamos com calma e enaltecer aquilo que ele é capaz de fazer bem, e que não passa, certamente, pela longevidade.

O Revlon Colorburst Lip Butter na cor Tutti Frutti 015, é irmão do Creamsicle  ali de cima, e por isso, as características são as mesmas. Se bem que não ache que este acumule nas linhas dos lábios. Gosto bastante dos batons da linha Lip Butter e tenho mais uns quanto que irão aparecer noutros grupos de cores de batons que mostrarei mais adiante. Neste caso, o Tutti Frutti é um laranja vivo (mais que o anterior), de textura levezinha e translúcido, muito confortável nos lábios e de acabamento algo brilhante,

Por último, o Mac Lipmix Orange, que diria ser, basicamente, pigmento laranja num tudo, é uma verdadeira bomba. É um creme laranja, opaco, altamente pigmentado e practicamente mate. Aplica-se com o dedo, para um versão stain, ou com pincel e pode ser misturado com outros produtos (gloss, cremes, correctores, etc.). Diz conter ingredientes emolientes, coisa que eu não nego, mas duvido que os tenha em quantidade suficiente, já que para um lábio mais seco ou pouco cuidado, é fatal.

Não é por isso, o produto mais prático de todos, é uma verdade, mas para certo tipo de trabalhos onde se procura impacto e acabamento notável, eu diria ser imprescindível.

Agora que terminei, dei conta que ainda me faltava falar e mostrar mais uns laranjas que por aqui andam, nomeadamente a paleta com batons laranja e os Lip Tar da OCC. Mas caramba, já não há paciência para tanto esquecimento e por isso, prometo que na próxima ronda pelos batons, mostrarei uma nova gama cromática. E lá mais para a frente, quiçá, se ainda tiverem paciência, voltarei a este tema.


Para me redimir, deixo-vos com imagens bonitas!


Fonte: www.fairytalesandcoffee.wordpress.com 


Fonte: www.giselemagretti.com, www.fashionmagazine.com 

Densifique - Kérastase

Densifique - Kérastase


Há umas semanas, chegaram cá a casa, estes amigos da Kérastase da nova linha Densifique (*) composta pelo champô Bain Densité, máscara Densité e a mousse Densimorphose.

Claro que a alegria foi mais que muita já que se há marca que adoro, é a Kérastase. Ainda estará para ser inventado algum produto deles, que me decepcione. No entanto, quando olhei para o nome da linha -Densifique- o primeiro que me ocorreu foi, "ora bolas que isto não é para o meu tipo de cabelo" (muito cabelo mas fino, com alisamento e coloração, e muito seco). A vontade de experimentar era mais que muita e, a primeira coisa que fiz, foi pesquisar mais sobre a gama e rezar para que, algumas das suas especificidades, se adaptassem às necessidades do meu cabelo.

E pareceu-me que as minhas preces foram ouvidas. Ora vamos analisar cada um dos produtos em pormenor.

O Bain Densité Bodifying Shampoo (*), diz fornecer volume e espessura para cabelos finos e enfraquecidos. Por isso, até aqui, tudo ok. A sua fórmula afirma ter Stemoxydine (que diz aumentar significativamente o número de fios por centímetro quadrado e estimular bulbos capilares inactivos), Gluco-Peptides (que restauram a consistência da fibra capilar adquirindo mais corpo), Ácido Hialurónico (fonte natural de hidratação) e Ceramida (que protege a integridade do cabelo). Ou seja, para cabelo que perdeu a densidade, esta linha de tratamento promete deixar a fibra capilar mais resistente, mais densa, com mais corpo, suavidade e brilho e o couro cabeludo revitalizado.

Depois, na fase de tratamento, a Densité Regenerating Mask (*), contém os mesmos princípios activos que o champô, e deve ser deixada em 10 minutos de pose. Admito que deixo bem mais, porque é coisa que o meu cabelo gosta e agradece.

Como parte final, e para styling, existe a Densimorphose Densifying Mousse (*) , que reclama dar matéria, corpo, substância e tonicidade à fibra de cabelo.

Assim, desde há dois meses a esta parte, que os tenho usado intercalados com outros produtos (mais direccionados para tratar a secura aborrecida que o meu cabelo teima em apresentar) e noto diferença, principalmente, a nível de volume, leveza e consistência. Ou seja, quando uso produtos  da linha Nutritive, também da Kérastase, o cabelo fica mais pesado e noto sobretudo, que a raiz dos cabelos fica mais mole e descaída. Quando uso a linha Densifique, parece que o meu cabelo levou uma lufada de ar pois fica muito leve, as fibras separadas e com movimento. Já para não falar do brilho incrível. 

Não detecto que me tenha nascido mais cabelo (também não usei tempo suficiente para isso) mas noto que não me tem caído tanto também (principalmente durante a escovagem e lavagem), o que pela lei da compensação, é coisa boa a assinalar. Mas para quem sofre desse mal, a linha disponibiliza umas ampolas activadoras e criadoras de massa de cabelo, que me parecem ser estupendas.

Já sobre a mousse, usei-a apenas uma vez, porque se há coisa que gosto é de cabelo liso e disciplinado, e notei que o cabelo ganhou textura. Parecia que uma bombada de ar tinha sido injectada, nas zonas onde tinha sido aplicada. É caso para dizer "o problema não és tu, sou eu", pois se por um lado, ela cumpre o seu objectivo (e bem), este não vai de encontro às minhas preferências de styling. Quem a herdou foi a minha mãe, que tem cabelo curto e fino, e o resultado é claramente fantástico, já que ela adora volume e sensação de espessura no cabelo. 

E para quem quiser perceber como a coisa funciona, aqui fica um vídeo elucidativo.

Máscara de olhos II

Máscara de olhos II


Máscaras, sejam de que tipo for, são um excelente complemento em qualquer rotina de beleza. Na verdade, para mim, são imprescindíveis. Geralmente, têm uma acção imediata, pelo que os efeitos são notórios, após a sua aplicação. Eu não resisto a uma boa máscara e, se for específica para a zona periocular, ainda menos. Refrescam, preenchem e ajudam essa zona, tão sensível, a ficar mais repousada e alisada.


Como já havia falado, dou preferência a texturas cremosas ou em gel mas os patches são alternativas a considerar, principalmente para quem gosta de opções rápidas. Assim, vamos ver o que tem andado a uso aqui em casa.


Clarins Skin-Smoothing Eye Mask é um creme branco e leve que, e como diz bem o nome, acalma e refresca esta zona tão massacrada. Diz bastar 5-10 minutos de aplicação, para os efeitos anti-fadiga se fazerem notar. Mas normalmente, e sempre que posso, deixo bem mais e até durmo com ela, ser preciso. Garanto que pela manhã, não há remanescente a ser tirado e acordo com essa zona bem mais hidratada e compensada. Não só neste produto, mas em todos os outros, não sei medir a capacidade anti-papo, que quase todas afirmam ter, porque simplesmente, não padeço desse mal. No meu caso, olheira e cova, temos que chegue, pelo que é nesse sentido que tento tratar a zona e posso dizer, que gosto deste produto (já o recomprei várias vezes). 


Sisley Eye Contour Mask é um gel verde, muito fresquinho (principalmente se o guardarem no frigorifico, essa acção fica intensificada) e que promete reduzir linhas finas e papinhos, para além de poder ser usada na pálpebra. O procedimento de uso é parecido ao anterior e deixo, muitas vezes, como máscara nocturna. Gosto bastante deste produto mas temo que não justifique o preço dele se o avaliarmos em termos de resultados, já que não a acho substancialmente melhor, que a máscara anterior, por exemplo. De qualquer forma, acredito nas suas vantagens já que ao analisar a lista de ingredientes, só encontramos coisas boas como extractos de rosa, arnica, vitamina E, provitamina B5, etc, etc. 


Guerlain Super Aqua-Eye Anti-Puffiness Smothing Eye Patch são, como o nome indica, patches, de textura gelificada, que se aplicam na zona abaixo do olho, para onde trazem uma sensação de frescura e apaziguamento, imediatas. O produto promete ser altamente hidratante, calmante e descongestionante, já que está enriquecido com um complexo de rosa do deserto e princípios activos que incluem ácido hialurónico, identificados com a marca e com esta linha.

A sensação de frescura é intensa, e imagino que, para quem tem papos abaixo dos olhos, seja um produto excelente. No meu caso, para tratar olheiras e linhas de secura, ele também não se safa nada mal e após o seu uso, sinto a zona preenchida, apaziguada e muito hidratada. 

Carita intense smooth out express patch for eye contour são patches bastante diferentes dos anteriores já que são numa espécie de papel/tecido e em forma de C, o que permite cobrir uma grande zona ocular (superior e inferior). O tecido está empegado de uma substância com ácido hialurónico e com propriedades descongestionantes, que ajudam a apagar os sinais de fadiga. Acho que será essa a sua mais-valia já que, depois de usar, sinto essa zona como que tensa, despertada e alisada. Também promete reduzir e combater as rugas, através de uma acção de dentro para fora. A ver vamos e, daqui a uns anos, digo-vos se resulta. Mas espero bem que sim, que estes amigos não são baratos, mesmo tendo em conta que tratam duas zonas, simultaneamente. Esta versão que tenho, pelo que averiguei, parece que foi descontinuada, mas existe a "supreme" (ainda melhor, espera-se) na feelunique.

Também existe, caso tenham interesse, a versão patches para contorno dos lábios.

Kosé Eye Zone Mask Q10 é um produto que já apareceu aqui e, de todos, são os mais baratos mas infelizmente, os mais fraquinhos também, mesmo estando mais que provado, que com o caro não compramos necessariamente o melhor. O que não quer dizer que não lhes dê uso (aliás, ando a usar para ver se os despacho rápido) e que até não lhes reconheça vantagens na hora de trazer algum conforto a esta zona. Na imagem, é o papel/tecido que vêem pousado e aplica-se na zona abaixo do olho. Mas, mesmo tendo em atenção àquilo que o produto diz conter, e partindo do princípio que os terá nas concentrações mínimas para fazerem algum efeito (colagénio, ácido hialurónico, para além da coenzima Q10 ) tenho de assinalar que também tem álcool. Um big no, portanto! Comprei os meus no ebay e, neste momento, não estão nada baratos, pelo que, se procuram uma opção mais simpática e melhor, o da Clarins será certamente algo a considerar.


Não posso deixar de rematar que, apesar de reconhecer a praticidade dos patches, prefiro as texturas cremosas, porque além de achar o resultado mais satisfatório (e ok, prefiro texturas mais pesadas, já sabem), a verdade é que podemos estender o produto até onde precisamos dele, já que os outros limitam um pouco a sua aplicação, já para não falar, que rendem infinitas vezes mais.

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