Ella Baché

Ella Baché


Aqui há umas semanas já, recebi estes produtos de uma marca francesa de cosmética de institutos e spa da qual, até então, só conhecia de nome: Ella Baché. A minha vontade era começar a usar logo tudo, mas já sei no que isso iria resultar: ter mais de meia dúzia de frascos abertos!

Como ando a tentar corrigir essa vontade exasperada de usar tudo ao mesmo tempo (e estou a conseguir, com muito sacrifício, diga-se), resolvi introduzi-los apenas na próxima rotina e apresentá-lo aqui hoje, numa perspectiva meramente descritiva já que, quem tiver interesse em ver ao vivo e testar, a marca vai estar presente na Expocosmética já dia 25 a 27 deste mês. E eu estou a contar ir lá mexer e conhecer tudo!

A Ella Baché é uma marca com quase 80 anos de existência (pertence actualmente ao grupo Thalgo) e disponibiliza várias linhas descomplicadas de rosto e corpo, que procuram responder a diferentes necessidades da pele. Os produtos, em termos de packaging, são muito apelativos e apetecíveis.

Depois de ter dado nota da minha idade e estado da pele, chegaram-me para experimentar o Crème Green Lift Spirulines (*), o Sérum Regard Roll On (*) e várias amostras do Crème Tomate L'Originale (*).


O Crème green Lift Spirulines (*), como o nome indica, conta com spirulina na sua composição, conhecida como uma proteína, fonte de vitaminas (A, D, B2, B6 e B12) e um poderoso antioxidante, usada tanto na alimentação como na cosmética. Contém ainda ácido hialurónico e vários “ingredientes" dos bons, que me fazem ter bastante expectativa com este creme, porque promete agir também a nível da firmeza.

O produto vem em boião, que não reúne a minha preferência em termos de conservação depois de aberto, e foi mais um motivo para adiar a sua inauguração. Quando começar a usar, terá de ser feito o mais rapidamente possível, já que, por mais cuidado que se tenha (e eu não tenho muito, confesso) com espátulas e mãos limpas, há sempre o problema do contacto com o ar e da oxidação dos ingredientes.

Vieram também umas amostras do Creme de Tomate (*) que se assume como um creme rico hidratante que promove uma pele viçosa (já que contém um poderoso mix de antioxidantes), elimina os sinais de fadiga e ajuda a minimizar as vermelhidões e que me parece, assim, uma excelente opção para a minha pele sensível, reactiva e desidratada. Li que este produto faz parte das criações originais da Madame Baché em 1936 e que foi inspirado pelo facto de ela observar que as mulheres na Hungria aplicavam fatias de tomate nas bochechas e testa, para purificar e iluminar a tez. Vamos ver se funciona comigo! (O creme, não as fatias do tomate, obviamente!)


Veio ainda este Fruit d Éclat à la Tomate Bio Serum Regard (*), que vem abrigado numa embalagem com aplicador em esfera, que já sabem que adoro e que acho ideal para aplicar logo pela manhã. Primeiro, porque é fresco e rico em flavonóides e ajuda a descongestionar a zona periocular. E depois, como se trata de um sérum hidratante, posso combiná-lo com um creme de olhos por cima, para uma acção mais intensiva e eficaz. Diz o produto que tem propriedades drenantes e que traz luminosidade imediata a esta zona.

Depois de espreitar o site da marca, e como tem tudo óptimo aspecto, eis o que saltou para a minha wish list:


Masque Soir de Fête parece-me uma excelente opção não só para mim mas para o meu kit de trabalho, já que se assume como uma máscara de efeito beleza imediato, ideal para ser usada antes de uma ocasião especial, em que a pele tem que estar espectacular Diz que reduz vermelhidões, minimiza zonas de secura e que contribui para uma pele luminosa.

Depois, este Hydra Repulp Concentré Sève Activateur, rico em ácido hialurónico, promete "prender" a hidratação na pele. Penso ser um óptimo primeiro passo, numa rotina diurna ou nocturna.

E ainda, este Eternal Décolleté, já que ando à procura de um creme de pescoço, e este sérum, que trata da firmeza da zona do pescoço e decote, afigura-se-me como algo a considerar.

Se ficaram com vontade de conhecer a marca, para mais informações e pontos de venda, contactar aqui.

Spa em casa, com a La Cremerie

Spa em casa, com a La Cremerie


Um post daqueles rápidos para vos dar conta de dois produtos de uma marca - La Cremerie - que já apareceu aqui algumas vezes e que tem coisas das boas. É uma marca italiana que conta com uma vasta linha de produtos de tratamento de rosto e corpo, e propõe que tenhamos o spa, em nossa casa.

Resolvi falar nela porque, que eu saiba, vende exclusivamente na Bastos&Viegas que costuma marcar presença na Expocosmética (que vai acontecer nos dias 25, 26 e 27 deste mês). Ou seja, está para breve a oportunidade de comprar lá umas coisinhas, sendo que para além da La Cremerie, aconselho os paus de laranjeira para manicure e os conjuntos de esponjas desmaquilhantes.

Mas voltando ao duo fofinho que aqui vêem, a quem recorro especialmente nos dias em que me apetece mimar um bocado mais a pele, começo então pela vela. Não sei se lembram de ter falado de um produto equivalente, da Bruno Vassari, sendo que fiquei tão fã do género, que acabei por comprar esta vela no aroma Pomegranate and Kiwi na Expocosmética de 2014. Comprei ainda, o La Cremerie Pomegranate and Kiwi Massage Oil.

Pois bem, eu, que pelo-me por produtos mimosos e oleosos, não consegui resistir a este. Num frasco de vidro temos então, solidificada, uma mistura de óleos vegetais e manteigas, com propósitos drenantes e reafirmantes. O protocolo é simples: enquanto estou no banho, acendo avela, que além de criar um ambiente acolhedor, ainda o perfuma. E quando saio, já a cera derreteu o suficiente para financiar a massagem. O óleo é vertido na mão, quente, e depois é só massajar. É um verdadeiro luxo e uma delícia, para a pele e para os sentidos.

Do óleo, cuja em embalagem foi entretanto reformulada, só posso dizer maravilhas e já vou na quarta embalagem, de aromas diferentes. Deve ser das marcas que mais variedade tem neste tipo de produtos (contei 26, só para terem uma ideia) e disponibiliza combinações inesperadas como Mel&Feno, Coco&PapaiaChampanhe&Pétalas de Rosa ou Bamboo&Flôr de Lótus, com funções drenantes, anti-celutíticas ou reafirmantes.

Os aromas, a textura densa, a forma como favorece a auto-massagem e como deixa a pele, tornam este produto num regalo que compro compulsivamente. Os ingredientes são mais uma vez, dos bons, com óleo de coco, de abacate, de sementes de girassol e argão.

Tenho de assinalar tambem que os esfoliantes são do melhor e conto reabastecer o stock este ano!

Kérastase Discipline, ordem para cabelo indisciplinado

Kérastase Discipline, ordem para cabelo indisciplinado


Voltando ao assunto "cabelos", acho importante fazer aqui um ponto de situação sobre o mesmo, que se caracteriza como naturalmente frisado/ondulado/indeciso e sempre me deu algum trabalho na hora de lhe conferir um ar cuidado, porque cabelo encrespado, por melhor tratado que seja, aparenta sempre estar estragado, caso não se perca algum tempo com o styling. Coisa para a qual, admito, não ter muita disponibilidade. Passar mais que cinco minutos de secador em punho, já se me afigura como um cenário de terror.

Assim, desde que me rendi ao alisamento, grande parte dos meus problemas ficaram resolvidos, no que ao cabelo diz respeito, claro. Agora basta lavar, dar um bocado com o secador para activar a haste, e deixá-lo secar ao natural. Mais simples é impossível!

Apesar de actualmente o frisado andar em rédea curta, foi com entusiamo que recebi estes três produtos da linha Discipline da Kérastase (*), marca que está no meu top quatro (as outras são milk shake, Senscience e Macadamia) para testar, e que promete tratar aquilo que, para mim, sempre foi uma dor de cabeça: cabelo encrespado.

E façamos um minuto de silêncio em homenagem a estas embalagens lindas, que conciliam de forma primorosa o rosa cromado com um outro clarinho e que, a par do facto de a campanha estar associada ao universo do ballet (mais o vídeo e o conceito do mesmo) torna esta linha, a meu ver, algo muito bem conseguido.

Do kit de tratamento, cuja máxima é "cabelo disciplinado, mesmo em movimento", fazem então parte: o champô Bain Fluidealiste (*), o Spray Fluidissime (*) e a Maskeratine (*), sendo que existe ainda o Fondant Fluidealiste.

O champô Bain Fluidealiste (*), também disponível na versão sem sulfatos, promete lavar o cabelo de forma gentil ao mesmo tempo que doseia uniformidade ao cabelo sem pesar e que, segundo a marca, conta com um "polímero morpho-corporizante, homogéneo e hidrofóbico, que transforma instantaneamente a superfície do cabelo". Gostei do champô e de todas as promessas que faz, mas cheguei à conclusão que o meu cabelo não. As primeiras vezes que o usei, o cabelo ficou super melado, colado à cabeça e sem expressão. Pensei que não enxaguara bem o cabelo. Nova oportunidade, e a mesma coisa: cabelo tão domado que parecia morto. À quarta, e depois de ter gastado um cilindro inteiro para passar o cabelo por água e tirar teimas, o cabelo ficou muito melhor, mas ainda assim, um pouco pesado. Isto permitiu-me chegar à conclusão que de facto, não posso usar este tipo de champôs para o meu cabelo fino. Coisa que já havia atestado com a rotina anterior. Assim, e como acho que nos comprimentos este produto funciona bem (já que o desembaraça e controla), numa primeira passagem lavo o cabelo com ele e, na segunda passagem de champô, uso outro para cabelos finos. Penso que para cabelos mais grossos e que não, a coisa funcione melhor. 

O segundo passo, no caso de ter tempo, era aplicar a máscara apenas nos comprimentos do cabelo, cobri-lo em película osmótica e, se possível, fazer uso daquele capacete que nos mostrei aqui. A consistência, a par com quase todas as outras máscaras que já usei da marca, é leve e cremosa e tem um aroma divino. O cabelo fica muito sedoso, brilhante, controlado e macio e, ao contrário do champô, não pesa nada, mesmo no meu cabelo fino.

Por último, ainda em cabelos húmidos, aplico o Spray Fluidissime (*), do qual gosto muito porque é um aliado fundamental na hora de desembaraçar o cabelo, quando ainda está molhado. E, como tem propriedades termo-protectoras, torna-o ideal para envolver o cabelo e protegê-lo daquela “secadela” ligeira que lhe dou. Reduz a electricidade estática, tem capacidade anti-frizz e é inegável que o cabelo fica muito suave, brilhante e domado. Dos três, é o meu produto favorito, e uso-o mesmo em cabelo seco, para desembaraçar o cabelo ao fim do dia. No entanto, ao contrário do Equave da Revlon que uso com o mesmo fim, acho que pesa um pouco mais, daí que deva ser usado com mais juízo.

Para rematar, avalio esta linha de forma muito positiva e ainda estará para vir o produto da Kérastase que me decepcione. O cabelo, cujo efeito do alisamento já se nota estar a finar-se (fi-lo há cerca seis meses) tem estado muito bonito, sedoso, brilhante e nutrido. 





E deixo-vos com o vídeo de promoção desta linha, coreografado pela Carolyn Carlson e com a bailarina Diana Vishneva. Só tenho uma palavra: sublime!  

Um post randómico de beleza

Um post randómico de beleza


Adoro ver posts sobre produtos vários de beleza: cosmética ou maquilhagem. Não resisto aos vídeos "randômicos" da Vic, nos quais ela mostra as novidades e o que anda a usar no momento. Nessa onda de inspiração, resolvi fazer a minha versão e partilhar convosco um post randómico de beleza, onde mostro coisas que cá moram e que se calhar não teriam protagonismo por aqui tão cedo.

Assim, antes que me atraque aos produtos e os deixe sem qualidade de os mostrar aqui, cá vão eles.

Inicio então este post pelo Embryolisse, edição dourada, à qual não resisti. O creme é o habitual, que nunca falta no meu kit, mas a versão dourada é deveras especial e serve para comemorar os 65 anos da marca. Para quem não conhece, o Embryolisse é um hidratante básico, que pode ser usado como desmaquilhante, máscara, etc. Não esperem milagres, se precisarem de algum tipo mais específico de tratamento a nível de rugas ou manchas, por exemplo, mas é daqueles cremes que é bom e barato e que dá sempre jeito ter por perto.

Para além disso, comprei estas duas eyeshadow paint Scandaleyes da Rimmel: uma em prateado (01 Mercury Silver), e outra num rosa com declinações de castanho, arraçada de malva (06 Rich Russet). Quando as apliquei na mão, pensei que seriam coisa da potente, já que penei para as limpar. No entanto, apesar de lhes gabar a pigmentação, reparei que ao fim do dia acumulam imenso na pálpebra. Não usei com primer e tenho de admitir que passei o dia nas borrifadelas. As cores são de morrer e são baratinhas, mas tenho de as pôr à prova noutras circunstâncias, a ver se resultam melhor.

Depois, temos este iluminador em stick da Madina. Se bem se lembram, mostrei os meus iluminadores há quase um ano aqui e, volvidos todos estes meses, a colecção cresceu...Em breve farei uma actualização do assunto mas por agora, fica aqui esta aquisição. Nem imaginam a trabalheira que deu deitar a mão a este “piqueno”. Primeiro li sobre este produto aqui, o que o fez saltar imediatamente para a minha lista de compras. Se a Pat McGrath recomenda, a pessoa quer. Na hora!

Vasculhei o site e estava sempre esgotado. Depois, andei a perguntar se alguém tinha um amigo de um amigo em Itália, para mo poder comprar. Nada. Mas caramba, sou daquelas que, quanto mais difícil um produto é de conseguir, mais vontade tenho de o ter. Assim, na hora que soube que a Ana Rita ía viajar até Milão, cravei-lho de imediato! (obrigada ♥)

Ufa!! Contada a história, perguntam vocês a esta hora, porque raio andei eu atrás de um produto, como se fosse a última coca-cola do deserto. Ora bem, reza a lenda que o Chic & Shine Highlighter Stick Iluminante foi usado pela Path herself numa campanha da Burberry. Bastou o aspecto luminoso e deslumbrante da pele das modelos ser divulgado, que tínhamos eleito novo produto de culto (dizem, e espero não estar a ser traída pela minha memória, porque não me lembro onde).

Mas tudo isto não valia de nada se o produto não fosse bonito e bom. Mas é! É muito lindo, muito fácil de se usar e, em minha defesa digo, que o comprei porque não tinha nenhum iluminador com esta tipologia de aplicação. (Na verdade, qualquer desculpa serve para se comprar mais um iluminador). É cremoso e a luz que confere à pele é natural (nada de glitters), num tom dourado ténue, e que pode ser usado por vários tons de pele! Por coincidência, apareceu num vídeo da Vic, esta semana, por isso, se quiserem vê-lo em acção, é só espreitarem aqui.



Prossigamos para aquele que deve ser o produto que compro mais amiúde. Falo de batons e estão aqui alguns que vieram cá para casa nas últimas semanas. Temos aqui várias opções, para toda a gama de preços, com a paleta cromática a cair nos laranjas, rosas secos e pêssegos E ali um vermelho, vá.


1. Rimmel Apocalips Lip Velvet Matte 505 Burning Lava: um batom que segue a mesma linha dos Apocalips normais, mas com acabamento mate aveludado, sem ser seco, num vermelho rico e intenso.

2. Revlon 880 HD Lipstick Marigold (* via skin): um laranja potente, médio e super pigmentado, semi-brilhante. (Cá entre nós, não acham que a Felicity tinha ficado mais bonita com esta cor?)

3. Flormar Pretty Cream&Glaze P322: laranja potentíssimo com um nadinha mais de amarelo que anterior, bastante opaco e acabamento semi-brilhante. Ando rendida à qualidade dos batons da marca. Tem cores magníficas e intensas, que encostam muitos batons mais caros, às boxes.

4. Sisley Sheer Papaya 17 (*): batom hidratante com cor brilhante mas translúcida. Ideal para quem quer cor mas sem assumir muito a coisa.

5. Too Faced Fluide Longue Tenue Melted em coral: um laranja com uma pitada de branco que já o põe a caminho do coral, hiper pigmentado e opaco.

6. Sisheido Perfect Rouge em Pk 307 (* via sweetcare): um rosa seco, elegante, com cobertura opaca, que não pesa e tem um acabamento semi-brilhante.

7. Charlotte Tilbury  Matte Revolution em Sexy Sienna: laranja seco, ao melhor estilo sixties, acabamento mate mas sem ficar seco.

8. Flormar Pretty Cream&Glaze P304: nude a tender para o coral, semi brilhante e cor compacta.

9. Milani Nude Crème 26: nude rosado, acabamento semi brilhante. Mais uma marca que me custa acreditar na relação qualidade/preço. Excelente, a julgar por este exemplar que me cheira que não irá ficar orfão por muito tempo.


Avancemos para a nova base Miracle Cushion da Lâncome. O último post de bases que fiz aqui, já saiu há muito e, desde então pouco ou nada mudou. Comprei mais algumas, nada digno de nota nem que destronasse a minha muito amada Nude da Dior. Esta, a par com a da Shiseido, continua a liderar a minha preferência. Ontem dei-vos nota da base da Avène, da qual gostei muito também. Irei usá-la mais exaustivamente, para ver se a incluo nesta selecção.

Entretanto, consegui resistir à tentação de comprar outras bases, que foram saindo nos últimos meses para o mercado, mas a esta, não consegui. A Lisinha recomenda, a Marlene compra. E ainda bem, digo, porque estou a gostar muito, já que reúne tudo aquilo que gosto numa base: cobertura q.b., acabamento luminoso, com a enorme vantagem de, com a sua aplicação sui generis, ser prática para trazer pela carteira, para retoques.

A base é fluída como água e vem entranhada numa esponja, que liberta produto de cada vez que é pressionada. Depois, é só ir percorrendo o rosto com a esponja aplicadora, com toques, que podem ser sobrepostos, em certas zonas, para maior cobertura. O que mais gosto nesta base é a leveza da fórmula e a forma como, de forma eficaz mas transparente, contribui para a aparência de pele sem defeitos.


Para rematar, um grupo algo desconexo de produtos. Dele faz parte a paleta Contouring Cheek Color Duo (na cor 02 Stroked) do Tom Ford que me piscou o olho, mal saiu há mais de meio ano, e que está praticamente nova, porque tenho pena de a usar. Já sabem, não é?! Consiste num duo de pós compactos, sendo que o rosa queimado serve para colorir/esculpir e o bege, com declinações douradas, muito ténue, para iluminar. Esta paleta é espécie de extensão da paleta de contorno Shade & Illuminate sendo que o produto de cor (não dá para fazer modelação do rosto todo) é excelente para dar aquele realce às maçãs de rosto (cor e definição), sem ser necessário usar dois produtos para o efeito. O pigmento e a textura são do melhor, fininha e amanteigada, e embalagem, um luxo! {suspiro}

Depois, mais um blush em creme da Clarins na cor 03 Grenadine, dos quais só posso dizer maravilhas. As cores são todas mimosas e só vou descansar quando tiver as quatro. É um produto acessível para a qualidade que tem e adoro o acabamento mate aveludado. Pode ser usado como blush e batom e, por vezes, até como sombra uso.

Por último, o Glimmerstick Flick da Avon que vi no blog da querida Sara - Página ao Lado - e, já se sabe, como não posso ver nada, que quero logo tudo, tratei de o encomendar. Não sei se já tive oportunidade de partilhar por aqui que considero que os lápis da Avon (a par dos vernizes, e dos batons, pelas cores) são do melhor e, esta opção biselada (uma versão compacta do push-up liner da benefit) afigurou-se-me como algo tentador. No entanto, admito que não fiquei muito fã porque, além de não ter a cremosidade a que estou habituada nos lápis da marca, o formato da mina é algo grosseiro, o que impossibilita a aplicação exímia e desenhada de uma linha que, na verdade era o que eu pretendia. Se é para passar e esbater, qualquer lápis serve, certo?

E é isto, por agora! Gostei de fazer este tipo de posts e acho que vou começar a repeti-los mais vezes. O que vos parece?

Maquilhagem para pele com rosácea e/ou sensível, com a Avène

Maquilhagem para pele com rosácea e/ou sensível, com a Avène


{fotografia de Luísa Rodrigues, à qual agradeço a paciência infinita}

Tenho pele sensível e com rosácea. Falo imensas vezes de rotinas de beleza e produtos que ajudam a domar uma pele em ebulição, mas nunca falei sobre cuidados de maquilhagem específica para o caso, porque a verdade, é que nunca os tive. Uso todas as marcas que me apetece e, até ao momento, nunca tive qualquer problema com isso. Mas quando coisa anda grave, simplesmente não uso nada: concentro-me em ser rigorosa na aplicação da cosmética, e rezo a todos os santinhos para que passe rápido.

Posto isto, estou consciente que existem vários estádios de sensibilidade da pele e da rosácea (um estado de pele não implica o outro mas, normalmente, quem tem rosácea, tem pele sensível) e que o meu, não sendo o mais grave, é controlável pela aplicação certa de produtos. Mas também sei que, para peles muito mais sensibilizadas e com rosáceas em estados avançados, a maquilhagem pode ajudar muito na camuflagem de certas imperfeições que a mesma despoleta (vermelhidões, acne da rosácea, irritações, descamação, etc.) e, para quem usar, é importante que a mesma seja adequada e de boa qualidade, para minimizar o agravamento da situação.

Serve esta introdução para explicar que de facto, falar sobre o assunto, era uma lacuna aqui no blog e, foi por isso, que aceitei de imediato o desafio bem pertinente que a skin me lançou: testar alguns produtos da Couvrance da Avène, linha adequada a peles sensíveis. Neste momento, ando recuperar-me de uma crise alérgica, pelo que me pareceu oportuno aferir o desempenho da gama.

Isto não pretende ser um tutorial mas serve como pretexto de explicar como usei cada produto e ir dando algumas sugestões, num passo-a-passo personalizado.

Vamos a isso?


Assim, comecei pela pele e com a aplicação de dois produtos: Fluid Foundation corrector 02 (*) e a Concealer pen em bege (*). A base foi uma agradável surpresa, já que estou tão habituada "às de sempre" que acabo por variar pouco na aplicação deste tipo de produtos. Esta, em particular, é cremosa mas oil-free, ultra resistente e adorei o facto de ser leve mas com cobertura ligeira que, no meu caso, e pela sobreposição, foi suficiente para cobrir as imperfeições. Apliquei com a mão, em toques leves e depois aprimorei com a Beauty Blender (ando viciada nesta esponja). Para a zona da olheira, apliquei um toque da caneta correctora, insistindo naquela sombra interna que teima em dar um ar cansado. A textura é bastante transparente e, em caso de olheiras mais escuras, talvez seja necessário um pouco mais de intenção na sua aplicação (ou outro produto) porque pode não ser suficiente. A seguir, selei com um véu de pó transparente que, por ser de outra marca, não aparece aqui mas para o efeito, a marca disponibiliza um mosaico, igual ao que usei para colorir, em tom neutro, e que seria perfeito para a tarefa. {Abro aqui um parênteses para dizer que, para quem tem a rosácea e vermelhidões mais exacerbadas, ou outras imperfeições mais acentuadas, a Avène disponibiliza correctores coloridos em bastão, dos quais temo sempre a aplicação mais pesada. No meu caso, o facto de a base ser amarelada, foi suficiente para neutralizar o rubor, e uniformizar o tom de pele.}

A seguir, corrigi a sobrancelha com o Eyebrow corrector pencil em castanho (*) dando leves toques numas falhas que tenho. Eu não sou fã deste tipo de produto para sobrancelha porque tem que se estar sempre a afiar a mina, caso contrário, em vez linhas, temos borrões. Geralmente prefiro canetas ou lápis mais finos, sendo que reservo esta tipologia de lápis para preencher falhas, mas nunca para desenhar. Para além disso, achei a mina demasiado mole para o efeito mas, descobri-lhe uma outra valência, que foi usá-lo para desenhar um (muito) tímido eyeliner.


Para os olhos, recorri a duas cores da paleta mosaico para dar alguma definição. O pó não tem brilho e a intensidade é moderada. Eu aconselho a, no caso de optarem por não aplicar qualquer cor, passar a caneta correctora em toda a zona. É sempre importante uniformizar a pele na zona periocular.

O trabalho nos olhos ficou rematado pela aplicação da máscara de pestanas High tolerance em black (*). Gostei desta máscara, principalmente por dois motivos. É pequena, como eu acho que este tipo de produto deveria ser (na realidade, o tamanho dos produtos em geral, deveria ser mais pequeno) já que as máscaras têm um prazo de validade muito curto e a sua substituição regular, é fundamental. E depois, gostei do aplicador em silicone, que deposita produto q.b e deixa as pestanas bem separadas e abertas. A sua remoção exigiu algum empenho o que prova que a máscara é resistente e duradoura mas, para quem tem a pele e olhos sensíveis, deve munir-se de produtos adequados na sua remoção. Caso contrário, a tendência é esfregar e isso é um big no-no.



Depois, o meu produto favorito de todos (e o mais bonito também), o Bronzer mosaic powder (*). É constituído por uma série de mini pastilhas coloridas, embutidas numa caixa branca, simples e elegante, e que justifica o seu nome. Existe em três gamas cromáticas sendo que este, o bronzeado, tem vários castanhos à mistura, um amarelo clarinho e um coral, para animar. Os castanhos mais secos, sendo mates, dariam para fazer a modelação do rosto mas, sendo tão pequeninos, são alvo difícil de acertar com o pincel. Assim, usei a parte mais escura para envolver a bochecha e a zona mais colorida, para rematar.

Quem tem rosácea teme, por vezes, usar blush. Quando de facto o rubor transparece através da base, eu opto por não aplicar nada e tirar partido desse fenómeno. Terrível, eu sei, mas temos de jogar com o que temos. No caso de a vermelhidão estar neutralizada, não vejo mal nenhum em recorrer a qualquer cor de que gostemos, para dar vida às bochechas.


Por último, só faltava mesmo ali um batonzinho para alegrar, e este sem dúvida que veio rematar em beleza. Na minha opinião, claro, porque perco-me por cores framboesa, ainda mais em peles branquinhas. O Duo lip and lip contour (*) é um produto duplo, onde de um lado temos uma mina fina, para delinear a beiça (ou preenchê-la, que a cor é catita) e do outro, um stick mais grosso, que dá cor e hidratação aos lábios. Usei uma combinação de ambos e gostei muito da textura, da cor e do acabamento semi-transparente.



Gostei muito da maioria dos produtos, as fórmulas são boas e as cores que existem, assertivas. A maquilhagem chegou ao fim do dia impecável, sem aquela sensação claustrofóbica de peso na pele, de que apetece tirar tudo. Não podia, no entanto, deixar de referir que o facto de a paleta cromática ser contida, acaba por ser um pouco redutor em termos de possibilidades e da criação de maquilhagens variadas assim como a dificuldade que pode ser encontrar um tom de base ou de corrector adequado aos vários tons de pele.

Gostava de salientar que, para quem tem pele sensível ou com rosácea, ou ambas, o fundamental é tratar a pele. A maquilhagem serve para melhorar a aparência de alguns defeitos e deve ser usada nesse sentido. Bem sei que quando temos imperfeições, queremos camuflá-las, mas o mais certo é passarmos o limite, sem darmos por isso. Valorizo sempre o fenómeno da distracção, já que o melhor é manter as aplicações dos produtos fininhas e destacar o look com um batom colorido, um eyeliner memorável ou uma sobrancelha de sonho.

[A Avène é a marca do mês na skin e por isso está com 25% de desconto até dia 31, incluindo todos os produtos que usei.]

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