Xémose da Uriage

Xémose da Uriage


No ano passado, exatamente, por esta altura, andei cum uma crise alérgica no rosto, das graves, que envolveu semanas a anti-histamínicos, várias idas ao alergologista e inclusive uma ida às urgências. Para além do chato que isto foi, em termos de saúde e aparência, acresceu o facto de ter tido que abdicar da minha rotina de rosto e cingir-me a água termal e ao Physiogel. Na altura, gastei o meu stock e a malvada estava esgotada em tudo que era lado. Entrei em pânico, porque a minha pele não aguentava mais nada e, numa menção que fiz esse respeito, a médica sugeriu que eu usasse, em alternativa, o Xémose de Uriage. Segundo ela, este creme tem a capacidade de acalmar peles irritadas. Pelos vistos, é usado após os testes de alergia, porque acalma as erupções e o desconforto que estes testes provocam.

Em desespero de causa, comprei e andou a uso a versão de rosto, ainda que esta linha conte com vários produtos não só para para lavagem, como óleos e para lábios, e pode ser uma boa opção para quem sofre de peles esquisitinhas e atópicas.

O Xémose creme de rosto diz nutrir, proteger e acalmar peles fragilizadas, que carecem de lípidos, e diz ajudar a restabelecer a barreira cutânea da pele. Contém água termal, manteiga de karité e vários outros agentes emolientes que contribuem para a sua textura cremosa e untuosa, que deve ser aplicada de manhã e à noite. Gostei bastante deste creme no sentido em que me ajudou a ultrapassar as fases mais complicadas da alergia mas, na verdade, em termos de acalmar a vermelhidão e irritação, nada bate o Physiogel. Por comparação, achei que este é mais rico e gordo e sinto que dá mais conforto à pele no que toca a hidratação e nutrição.

Como gostei do de rosto, acabei por comprar a versão de quase meio quilo, para o corpo - Uriage Xémose Universal Emollient Cream - ainda que a pele do meu corpo não me dê a canseira que a do rosto. É apenas muito seca! Este creme, tem os mesmos agentes reparadores e emolientes, textura rica e algo pesadota e garante prevenir a pele da desidratação durante 24 horas. É um daqueles cremes básicos, sem cheiro, hidrante, o qual, não sendo muito glamoroso, faz o seu papel de manter a pele equilibrada e em bom estado. Tendo em conta o preço e o tamanho, acho que é uma boa compra.

Até hoje, nunca descobri a que se deveu a alergia, infelizmente, mas a verdade e que nunca mais voltou. O creme de rosto, tenho-o ali, para qualquer eventualidade!


YSL Beauty Rouge Pur Couture - The mats

YSL Beauty Rouge Pur Couture - The mats


Post express dedicado a dois batons que se juntaram à restante família, nas últimas semanas. Batons mate reúnem a minha preferência, em termos de acabamento e, apesar de considerar os retro matte da MAC os supra-sumo dos acabamento mate, tenho vindo a comprar algumas variantes que se dizem mate também, mas que não têm aquele acabamento mesmo seco que caracteriza os tais.

Com estes da Yves Saint Laurent estamos perante esse caso. Ou seja, a linha YSL Rouge Pur Couture The mats (da qual só tenho os que aqui trago mas existem, ou existiam mais cores. Ainda não percebi se são de edição limitada) é caracterizada pelo acabamento dito mate confortável, que tem aquela característica aveludada mas que não seca nos lábios. As cores são maravilhosas e, de todas as que vi, optei pela nº 207 Rose Perfecto que é um rosa seco, com um apontamento malva, frio. Conheci esta cor por intermédio de uma noiva que tive no ano passado, a qual, depois de testarmos várias opções, acabou por optar por esta cor, que usava muito. E foi o suficiente para eu querer usar muito também, porque é mesmo muito bonita.

Já o YSL Rouge Pur Couture The mats na cor 208 Fuchsia Fétiche, é um rosa forte e intenso, bem aberto e estridente. Fiquei apaixonada pela corm no workshop que dei há uns meses na Marques Soares, porque foi a minha modelo que o escolheu. Bem, mal o vi aplicado, fiquei arrebatada e teve mesmo que ser minha! Só para quem não tem medo de dar nas vistas!





The Dressmaker e o poder de um batom vermelho

The Dressmaker e o poder de um batom vermelho


Aproveitando o embalo de um filme que vi há uns dias - The Dressmaker - resolvi especular um pouco sobre o assunto “batom vermelho” e aproveitar o pretexto para mostrar mais alguns dos que tenho aqui em casa. O filme, com a maravilhosa Kate Winslet, é divertido e conseguiu manter-me colada, muito por conta do guarda-roupa magnífico, dos cabelos impecáveis e da maquilhagem imaculada e mais que perfeita.

O filme foca vários assuntos, mas o poder garantido que a escolha do modelito adequado traz, é um deles. Chega a ser caricato o desajuste do guarda-roupa, que a certa altura roça o impraticável, e o ambiente rural e pobre onde as figuras femininas fazem questão de o alardear. Esta verdade é reafirmada várias vezes durante o desenrolar do filme e, a certa altura, tornou-se evidente que sim, a roupa muda muito uma pessoa mas sem cabelo e sobretudo, sem maquilhagem, não há mudança credível para ninguém.

A aplicação do batom vermelho era factor fundamental na transformação pela qual passam algumas personagens, de uma postura natural para o de uma mulher sofisticada e elegante. Isto, equilibrado com maquilhagem minimalista: foco na pele perfeita, sobrancelha bem desenhada, olhos delineados e, para coroar, destaque aos lábios vermelhos, em vários tons, do mais laranja ao mais escuro, quase sempre de acabamentos mate. E caramba, ver todos estes pormenores, numa tela gigante de cinema, é espectacular!

O meu objectivo não é estar a fazer critica cinematográfica, coisa na qual já se percebeu que sou péssima, mas reafirmar aquilo que já disse várias vezes: um batom colorido é mesmo a melhor forma de dar destaque a um rosto sem vida, e de marcar a passagem de uma maquilhagem natural para outra, com mais personalidade.

Life without lipstick is like cake without frosting

Não podia estar mais de acordo!






E sim, o vermelho fica mesmo bem a toda a gente. É só encontrar a cor certa, uma dose de confiança e alguma paciência para o retocar ao longo do dia!

Como exemplo, trago-vos três pela ordem da imagem abaixo:

Julie Hewett Belle Noire é um vermelho alaranjado, bem pigmentado e cremoso. Adoro a embalagem dourada, com uma linha algo Arte Nova. Compacto e muito elegante.

YSL Rouge Pur Couture 01 (*), já apareceu aqui várias vezes como exemplo de um vermelho bem equilibrado, porque de facto, é aquela cor que fica bem a toda a gente, arriscaria eu dizer. Cremoso e luxuoso, como a marca já nos habituou!

Bésame Cosmetics Red Velvet é um vermelho sangue, quente e bem pigmentado, de cor profunda. Esta marca tem produtos magníficos e como tenho ali mais algumas coisas, acho que lhe irei tecer as odes justas, num post a ela dedicado. Trazia esta carteirinha de fósforos (que coisa mais mimosa) cuja ponta traz a cor do batom e serva para retoques e aplicações precisas.


Posto isto tudo, vamos dar uma oportunidade ao vermelho, sim?

Daniela Catraia

Daniela Catraia


Hoje apresento-vos a Daniela Catraia, a "mai nova" marca de calçado português.

Conheci esta marca através da sua colaboração com a marca saymyname para o Outono-Inverno 15/16 e, não sendo novidade para ninguém a minha paixão (alguns chamam-lhe vício) por sapatos, fiquei rendida aos saltos de ar confortável. Quando surgiu a possibilidade desta parceria, a resposta não poderia ser outra, se não um grande sim!

A marca vai buscar o nome à sua designer, formada em Arquitectura pela Universidade de Évora e Design de Calçado, na Lisbon School of Design, sendo também um nome muito pertinente pela tenra, mas já muito promissora, idade da marca.

Aliando o design, a arquitectura e a moda, através da exploração de novos materiais de elevada qualidade e novas formas de os coordenar, com soluções para criar um alto nível de conforto e estilo, o resultado é um produto de design com uma linguagem conceptual e minimalista, num registo contemporâneo casual e desportivo. Os sapatos são projetados para mulheres independentes, femininas, corajosas e urbanas. Mulheres de atitude forte, confiantes em si mesmas e com as suas escolhas de estilo. As suas criações vivem e sobressaem assim pelos detalhes, simplicidade, inovação, mas também pelas suas linhas criativas que remetem para o mundo da arte.

Devido às minhas necessidades rotineiras, em que passo muitas horas de pé e a caminhar de um lado para o outro, é refrescante perceber que há marcas que nos permitem ganhar uns centímetros extra de altura, sem negligenciar o conforto e o design. Como um espaço ou uma boa peça de design, nesta marca consegui encontrar, de facto, a forma adequada à função e uma peça que para além de apelativa, é funcional, confortável e pode ser vivida sem freio.

Outro facto que, enquanto consumidora, não descuro é a forma como as peças são enviadas ou apresentadas. Quando recebi o meu par de sapatos, fiquei agradavelmente surpreendida com o seu "embrulho", que serviu sem dúvida como um excelente cartão de visita, criou uma ótima primeira impressão e fez adivinhar a qualidade do seu interior. 


Halley // Cap Toe Oxford blue

Não prometo ficar-me só por este par e, se pudesse escolher mais desta primeira colecção, estas seriam as outras opções a virem morar cá para casa:


Tuttle // Pointed Toe Bootie . Mr.Xmas Limited Edition // Pointed Toe Loafers burgundy

DANIELA CATRAIA

OFFICE Centro Industrial Vale da Arrancada, lote 53 8500-483 Portimão, Portugal

PRODUCTION // manufactory São João da Madeira, Portugal

PHONE +351 282 475 530 / +351 965 657 102

PHONE // internacional +351 968 753 293

GENERAL info@danielacatraia.com

SALES sales@danielacatraia.com

PRESS press@danielacatraia.com

FACEBOOK www.facebook.com/danielacatraiadesign/

INSTAGRAM www.instagram.com/danielacatraiafootwear/

[todas as fotografias são da marca, excepto a segunda]



Lisa Eldridge e a Lancôme

Lisa Eldridge e a Lancôme


Aproveitando as prendas que recebi da família no Natal, compilei algumas delas num post que dedico à Lisa Eldridge (Lisinha para os amigos) e à Lancôme, especialmente depois que ela assumiu o leme da marca.

Em primeiro o Face Paint,  livro que foi publicado no ano passado e o qual, de forma simples e objectiva, foca a história da maquilhagem tendo por pano de fundo imagens maravilhosas de trabalhos de artistas que marcaram a história da maquilhagem, as musas e uma colecção vintage de babar. Ainda estou no início, porque estou a ler aos poucos para ter tempo de digerir e assimilar todos os factos e as histórias que trouxeram a maquilhagem ao patamar no qual a temos hoje em dia. Estou a adorar e acho que faz falta na prateleira de qualquer beauty addict.

Depois, dois produtos da colecção de Natal, que nunca pensei receber, mas parece que a malta aqui de casa me conhece muito melhor do que eu pensava e foram certeiros. Ainda andava de amores pela paleta Audacity, da qual já falei aqui, quando vi esta La Palette 29, Faubourg Saint Honoré (morada da sede da Lancôme em Paris) mas achei que seria aquisição redundante. Claro que a tinha catrapiscado no vídeo da Lisa, mas apelando ao meu lado racional, achei que não valeria a pena ter mais uma paleta, uma vez que os tons serão parecidos com os da Audacity. No entanto, mal abri o embrulho, apaixonei-me por esta menina porque, digamos, é uma versão compacta, com menos cores mas equilibrada o suficiente para a considerar essencial (para mim) para looks diários rápidos. Curiosamente, apesar de serem ambas da mesma marca, as sombras desta são mais macias, de textura amanteigada.

Começo pelo pincel, duplo, com um lado para sombra e outro para o batom. Não sou particularmente fã do formato biselado para sombras mas este tem um tamanho bom e a cerda é das boas também. Acabo por nunca manter os pincéis nestas paletas mas se a levar em viagem, pode dar jeito.

Na parte das sombras, temos dois trios, um de castanhos e beges e outros de malva. Começo pela cor de osso mate, depois temos um dourado com algum brilho e por último, um castanho rico e quente, com brilho mais moderado. Na secção de malvas temos um rosa seco frio, um roxo quente e por último, um roxo mais profundo com brilhinhos no tom da primeira sombra. Na parte dos batons, temos uma base para os lábios e duas opções de batom vermelho mate, lindos, lindos! As cores não são mate no sentido que eu entendo a palavra mas sim, são menos lustrosos que batons normais. No que toca às cores, a primeira opção é um vermelho tomate e a segunda, um vermelho mais escuro. A base, não uso, mas quem quiser seguir o protocolo da aplicação eximia de batom, é bom ter ali a opção. Outra coisa que achei genial, e não sei se vos acontece, é que em paletas deste género é sempre tudo muito bonito ao início, até os produtos em pó começarem a cair em cima das opções cremosas. Fica tudo uma cag… salgalhada e contaminado. Neste caso, a Lisinha pensou em tudo e nesta secção, temos uma tampinha a proteger as devidas secções da paleta! Gosto!

Acho esta paleta bastante prática e jeitosa, e resolvi reservá-la para uso pessoal porque é um kit maravilhoso! Quem disse que o batom vermelho não é um básico?

Por último, brilho e mais brilho! Já que falamos de uma colecção que fez parte da edição Natalícia, o La Poudre 29, Faubourg Saint Honoré (1), que é um pó solto rosado pejadinho de brilhos rosa/dourados refinados, pode ser aplicado nos sítios no costume do rosto, e corpo. Traz uma borla da qual não sou especialmente fã mas a embalagem é tão lindinha e delicada, que não sei se vou ter coragem de usar regularmente.





Ai Lancôme, Lancôme, andas a tirar-me do sério com tanta coisa linda!

Para verem esta paleta na prática, nada melhor que nas mãos na sua criadora! ♥


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